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Vietnã

Esqueça a imagem da guerra, das bombas, do sofrimento. Quase quarenta anos após o fim das batalhas que assolaram o país, o Vietnã revela hoje cidades modernas e uma harmoniosa mescla de passado e futuro. O Vietnã guarda segredos à espera de serem descobertos pelos visitantes é um país que ficará gravado na memória do viajante para sempre. Seus 85 milhões de habitantes, claro, carregam cicatrizes do conflito - algo perceptível no jeito mais sério e fechado do que seus primos do Laos ou do Camboja. Em Hanói, com sua história de mil anos, veteranos de guerra caminham calmamente pelo labirinto formado pelas ruas do Old Quarter, enquanto mulheres de diferentes idades vendem frutas frescas penduradas em cestos de bambu e com os tradicionais chapéus em forma de cone na cabeça. As mais de três mil ilhas da região de Baía de Halong atraem quem busca natureza, enquanto as lanternas e as mansões coloniais coloridas de Hoi An satisfazem aos que anseiam por um pouco de história e cultura locais. Templos budistas se espalham de norte a sul do país em meio a plantações de arroz e pastos com búfalos. Caótico e pacífico, mítico e com um pé na modernidade, o país é também o motor econômico desse quinhão da Ásia. A maior cidade do país, Ho Chi Minh, com seus 6,5 milhões de habitantes é surpreendentemente moderna, a metrópole ostenta, como um dos seus pontos mais destacados, a versão vietnamita da Catedral de Notre-Dame. Assim como o mercado Ben Thanh, ali, vendem-se comidas exóticas como as bolinhas de arroz gelatinoso enroladas em folha de bambu (o bak chang) ou, ainda, os vegetais embrulhados em papel de arroz - todos saborosíssimos. De noite, a Rua Pham Ngu Lao é o xodó dos turistas, que invadem os bares e restaurantes sob os néons coloridos. A cidade, aliás, é caracterizada pela cacofonia caótica das scooters que se multiplicam em infinito nas ruas, é comum vê-las invadindo as calçadas ou em sentido contrário ao dos carros, carregando de tudo em cima. Se você está trás de lojas caras, shopping centers luxuosos e marcas famosas (pelo menos as originais), risque Ho Chi Minh do seu roteiro de viagens. O espetáculo da maior cidade do Vietnã acontece bem longe dos circuitos internacionais de consumo. Suas cores são as da vistosa paisagem tropical, sua trilha sonora é a das onipresentes buzinas de motocicletas e seu cheiro é o da deliciosa sopa phobo, e o interesse maior está nas ruas de uma metrópole marcada pelos resquícios do passado rural ainda recente para boa parte de seus habitantes.